segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O Nó do Afeto

Fonte: Paulo César Felizardo



Em uma reunião de pais numa escola da periferia, a diretora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos; pedia-lhes também que se fizessem presentes o máximo possível...
 
Ela entendia que embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhassem fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar e entender as crianças.

Mas a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou e explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem vê-lo, durante a semana, porque quando ele saía para trabalhar era muito cedo e o filho ainda estava dormindo... Quando voltava do serviço já era muito tarde e o garoto não estava mais acordado.

Explicou ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família, mas também contou que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava se redimir indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa.

E , para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso acontecia religiosamente, todas as noites quando ia beijá-lo.

Quando o filho acordava e via o nó, sabia através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado. O nó era o meio de comunicação entre eles.

A diretora se emocionou com aquela história e ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola.
(Autor Desconhecido)

Reflexão

O fato nos faz refletir sobre muitas maneiras das pessoas se fazerem presentes, de se comunicarem com os outros. Aquele pai encontrou a sua, que era simples mas eficiente. E o mais importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai estava lhe dizendo.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Zilda Arns Neumann, morreu como viveu - 16 Janeiro 2010


Existem pessoas que morrem de acordo como viveram.

Vamos falar só sobre as que viveram positivamente, embora não sei se possa questionar que tratar de assunto de morte possa ser positivo.

Pessoas existem e que parece foram destinadas desde que nasceram para fazer o bem, para fazer a diferença. Poderíamos citar inúmeras figuras, mas ficarei em apenas algumas do sexo feminino.

A maior de todas foi Maria, e não preciso dizer a razão. Antes dela, Rute, Ester e algumas outras. Depois de Maria, muitas também e a gente correria o risco de citar algumas e deixar outras no esquecimento.

Apenas para não deixar de citar uma ou outra falo de Joana D´Arc, de Bernadete, de Catarina, de Tereza de Calcutá, de Irmã Dulce e falo de Zilda Arns.

Porque menciono esta última? Porque Zilda Arns, figura tão contemporânea, ao contrário de algumas das outras citadas?

Zilda morreu fazendo o que mais gostava: ajudar pessoas necessitadas. Estava ela em uma igreja, para palestrar para mais de cento e cinqüenta pessoas, ocasião em que falaria da sua experiência sobre a diminuição da mortalidade infantil e sobre a Pastoral do Idoso.

Nem em um livro poder-se-ia dizer tudo sobre ela e sobre os resultados das suas ações propostas colocadas em prática a favor dos menos favorecidos.

No Brasil, onde ela começou o seu trabalho, talvez seja o lugar onde mais se viu o resultado positivo. Foram tantos os benefícios que mais de vinte países adotaram o seu plano de ação humanitária.

A Pastoral da Criança é uma realidade tão palpável que não há como negar a sua eficiência. É tudo feito com voluntários. Essa é uma das mulheres que souberam responder “SIM” a um Plano de Deus.

Deus não chegou diretamente a ela e lhe mandou executar uma tarefa. Ele usou um caminho que já tinha usado em outras ocasiões: o indireto.

Quando Ele quis a colaboração de Maria, fez com que ela se cassasse com José, justo varão, que tinha os mesmos sentimentos dela e que aceitou viver na castidade como era desejo da futura Mãe de Jesus. E enviou o Arcanjo Gabriel para fazer-lhe a proposta.

Quando Ele quis salvar a França de uma terrível epidemia, serviu-se de uma piedosa noviça para espalhar a devoção da Medalha Milagrosa.

Quando Ele quis a colaboração de Tereza de Calcutá ou da Irmã Dulce, mandou-lhes os mais excluídos e sofredores.

Quando Ele se quer valer de qualquer um de nós, principalmente os vicentinos, nos manda famílias para serem assistidas.

Foi assim com Zilda Arns.

Deus se serviu de dois Cardeais, sendo um seu próprio irmão para indicar-lhe uma tarefa que salvaria milhares de crianças e mães. Foi proposto através deles que ela fizesse um projeto para ensinar as mães carentes a usarem o soro caseiro. Ela não só aceitou como ampliou o atendimento.

Pegue-se uma estatística de trinta anos atrás e pegue uma atual e veremos como caiu a taxa de mortalidade infantil.

E porque Zilda Arns teria que morrer no Haiti? Simplesmente porque Deus a queria naquele lugar, naquela hora, fazendo o bem. Ela poderia não estar lá e estar aqui gozando de sua boa saúde, da companhia dos seus familiares, mas Ele queria que ela fosse mais uma vez um exemplo de como se deve viver e morrer uma verdadeira cristã. Eu poderia transcrever o seu último discurso, que, aliás, não chegou a ser pronunciado, mas fico apenas com um trecho dele:

“Com alegria vou contar-lhes sobre o que “vi e sobre o que tenho sido testemunha” nesses 26 anos, desde a fundação da Pastoral da Criança em setembro de 1983. Aquilo que era uma semente, que começou por entre o povo de Florestópolis, Paraná, no Brasil, se converteu no Organismo de Ação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, presente em 42.000 comunidades pobres e em 7.000 paróquias de todas as Dioceses do Brasil.

Pela força da solidariedade fraterna, uma rede de 260 mil voluntários, dos quais 141 mil são líderes que vivem em comunidades pobres, 92% são mulheres, e participam permanentemente da construção de um mundo melhor, mais justo e mais fraterno, ao serviço da Vida e da Esperança.

Cada voluntário dedica, pelo menos, 24 horas ao mês para esta Missão transformadora de educar as mães e famílias pobres, compartilhar o pão da fraternidade e gerar conhecimentos para a transformação social.”

Quando, tempos atrás, propus que o Conselho Nacional do Brasil fizesse parcerias com outros movimentos, a Pastoral da Criança era um deles.

Tenho a certeza de que teria sido, e ainda pode ser de grande valia para as famílias que assistimos.

Dra. Zilda não chegou a ganhar o Prêmio Nobel da Paz, mas para que também?
Hoje ela está recebendo, com certeza, o PRÊMIO DA PAZ DO CÉU.
 
Fonte: Confrade Aluizio José da Mata - http://www.maikol.com.br/subpages/Aluizio4.htm

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

SSVP faz campanha para ajudar vítimas do terremoto no Haiti


O Conselho Nacional do Brasil já disponibiliza uma conta bancária oficial para doações para ajuda humanitária às vítimas do terremoto ocorrido no Haiti.

A campanha é realizada em parceria com o Conselho Geral Internacional que também já avalia qual será a melhor forma de enviar as doações, uma vez que existem representantes da SSVP no país e que já trabalham no socorro aos desabrigados da tragédia.

As doações podem ser feitas na conta corrente Bradesco- Agência 1791- Conta 027 009-1, em nome do Conselho Nacional do Brasil da SSVP.

"É a única conta oficial para depósitos da campanha da SSVP no Brasil. Os donativos brasileiros serão unidos a tantos outros vindos de vários países pelo Conselho Geral que enviará ao Haiti. É uma forma de partilha e solidariedade para socorrer a quem sofre, por isso pedimos a todas as unidades vicentinas que se empenhem na campanha", pede o diretor nacional de comunicação, Ricardo Fonseca.

Ainda não há um prazo estabelecido para ser enviada a primeira remessa de ajuda, mas o CNB pede que as doações possam ser encaminhadas o quanto antes para ajudar o trabalho de assistência realizado pelos vicentinos que estão no local, a exemplo do confrade Eduardo Marques, vice-presidente territorial do Conselho Geral, que mora no Haiti e trabalha intensamente no socorrro às vítimas.

Fonte: Redação SSVPBRASIL - www.ssvpbrasil.org.br

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O frio do coração


Fonte: Paulo César Felizardo

Seis homens ficaram bloqueados numa caverna por uma avalanche de neve. Teriam que esperar até o amanhecer para poderem receber socorro. Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam.

Se o fogo apagasse - eles sabiam -, todos morreriam de frio antes que o dia clareasse. Chegou a hora de cada um colocar sua lenha na fogueira. Era a única maneira de poderem sobreviver.

O primeiro homem era um racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco e descobriu que um deles tinha a pele escura. Então ele raciocinou consigo mesmo:

- "Aquele negro! Jamais darei minha lenha para aquecer um negro". E guardou-a, protegendo-a dos olhares dos demais.

O segundo homem era um rico avarento. Ele estava ali porque esperava receber os juros de uma dívida. Olhou ao redor e viu no círculo em torno do fogo, um homem da montanha, que trazia sua pobreza no aspecto do semblante e nas roupas velhas e remendadas. Ele fez as contas do valor da sua lenha e enquanto mentalmente sonhava com o seu lucro, pensou: 

- "Eu? Dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso?" E reservou-a.

O terceiro homem era um negro. Seus olhos faiscavam de ira e ressentimento. Não havia qualquer sinal de perdão ou mesmo aquela superioridade moral que o sofrimento ensina. Seu pensamento era muito prático:

- "É bem provável que eu precise desta lenha para me defender. Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar àqueles que me oprimem". E guardou suas lenhas com cuidado.

O quarto homem era um pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve. Ele pensou:

- "Esta nevasca pode durar vários dias. Vou guardar minha lenha."

O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador. Olhando fixamente para as brasas. Nem lhe passou pela cabeça oferecer da lenha que carregava. Ele estava preocupado demais com suas próprias visões (ou alucinações?) para pensar em ser útil.

O último homem trazia, nos vincos da testa e nas palmas calosas das mãos, os sinais de uma vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e rápido.

- "Esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém nem o menor dos meus gravetos".

Com estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis. A última brasa da fogueira se cobriu de cinzas e finalmente se apagou. Ao alvorecer do dia, quando os homens do Socorro chegara à caverna, encontraram seis mortos congelados, cada qual segurando um feixe de lenha. Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de Socorro disse:

- "O frio que os matou não foi o de fora, mas o frio que veio de dentro".
(Autor desconhecido)

Reflexão

É comum a gente encontrar pessoas com esses tipos de pensamentos. Muitas vezes chegam ao extremo da ignorância por causa da vaidade, do orgulho, da avareza, da pré-potência, da inveja, etc... morrem de sede em frente a fonte. Só seremos realmente aquecidos e só transmitiremos esse calor aos outros, a partir do momento em que nos colocarmos a serviço e partilharmos o maior combustível que temos: “O Amor”.

Frase da Semana



"O mundo irá à ruína se cada um pensar só em si mesmo."
(Papa Bento XVI)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010