segunda-feira, 26 de abril de 2010

Destaque: SSVP completou dia 23/04/10, 177 anos

A Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP) está em festa. Não só pela realização da Romaria Nacional, mas porque dia 23, a entidade completou 177 anos.

A ideia de criar uma associação de caridade partiu de Frederico Ozanam que, logo, contou a proposta ao amigo Le Taillandier. O compromisso de ajudar o Pobre foi ganhando novos adeptos. Atualmente, são 700 mil membros no mundo, divididos em 143 países.

BRASIL

O Brasil tem 250 mil vicentinos, divididos em 20 mil Conferências. A SSVP possui 2 mil obras unidas e beneficia 1.200.000 pessoas.

HISTÓRIA

Em comemoração ao aniversário de 177 anos da ‘Sociedade’, o site SSVPBRASIL disponibiliza o diálogo inicial de Frederico Ozanam e Le Taillandier, no ato de fundação da entidade. BAIXE-O AQUI!

Fonte: da redação do SSVPBRASIL - www.ssvpbrasil.org.br

Frase da Semana


“ A Eucaristia é o pão de cada dia que se toma como remédio para a nossa fraqueza de cada dia.”
(Santo Agostinho)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Reflexão: Obras de Misericórdia

Texto: Cfd. Aluizio da Mata


Jesus pediu a Santa Faustina que propagasse a Festa da Divina Misericórdia e que tal festa deveria ser realizada no primeiro domingo depois da Páscoa.
Para quem não sabe ou não se lembra, Jesus prometeu que quem se confessasse e comungasse naquela celebração não se perderia, pois Ele iria distribuir uma imensidão de graças e na hora da morte a pessoa encontraria NELE o refúgio necessário para tão terrível momento.
E Jesus completou: “É a minha última tábua de  salvação dada à humanidade”.
Sei que Ozanam se inspirou nos ensinamentos de Jesus, para fundar a Sociedade de São Vicente de Paulo.
E Jesus foi quem melhor praticou as Obras de Misericórdia. Melhor modelo Ozanam não poderia ter.
Se nos lembrarmos das Obras de Misericórdia, tanto as Corporais quanto as Espirituais veremos que elas devem fazer parte do cotidiano do vicentino. Que vicentino não é chamado para praticar as Obras Corporais: “Dar de comer a quem tem fome; Dar de beber a quem tem sede; Vestir os nus; Dar pousada aos peregrinos; assistir aos enfermos; visitar os presos; enterrar os mortos”?
E também praticar as Obras Espirituais: “Dar bons conselhos; Ensinar os ignorantes; corrigir os que erram; Consolar os tristes; Perdoar as injúrias; Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo; Rogar a Deus pelos vivos e defuntos”?
Cada confrade e cada consócia deveriam na reunião semanal da sua Conferência fazer um exame de consciência para ver se durante a oitava praticaram todas as obras de Misericórdia.
Se dermos uma parada agora e meditar sobre as sete Obras de Caridade Corporais e as Sete Obras de Caridade Espirituais, poderemos dizer que as estamos praticando?
É interessante notar que Deus dá a todas as pessoas a oportunidade de praticá-las quando coloca em nosso caminho a nossa família, nossos amigos, nossos conhecidos, e aos vicentinos, em especial, Ele ainda dá os assistidos para que possamos praticar tais virtudes. Cabe um exame de consciência sério. Se conseguirmos praticar algumas dessas Obras, estaremos no caminho certo, mas se praticarmos todas elas estaremos no caminho da santidade.
E é isso que Deus quer de cada um de nós.


Fonte: www.maikol.com.br

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Frase da Semana

"Olhem para Jesus e tentem copiá-lo. Em seguida, perguntem-se o que o Cristo faria no seu lugar, diante de tal circunstância."
(São Vicente de Paulo)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Frase da Semana

"E se por esse motivo tiver de suportar perseguições da parte de alguém, que então o ame ainda mais por amor de Deus."
(São Francisco de Assis)

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Reflexão: Imanência na Ótica da Ressurreição


A festa da Páscoa é o centro da vida cristã, um evento milagroso que aponta para uma realidade de significado mais amplo, percebido somente por quem faz a experiência de fé e amor. É a festa da vida, vida do Cristo ressuscitado e de todos os cristãos.

Em que consiste a espiritualidade, a mística da Páscoa? O nome Páscoa surgiu a partir da palavra hebraica “pessach” que significa passagem. Para os hebreus, o fim da escravidão do Império Egípcio, marcada pela passagem dos filhos de Israel pelo Mar Vermelho, rumo à terra prometida! Para nós é a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida: a Ressurreição. A passagem de Deus entre nós e a nossa passagem para Deus. É a festa das festas, a solenidade das solenidades, marcada pela alegria, com promessas de vida nova, de partilha familiar. Eis aí a mística da Páscoa: em nossa imanência, acolhendo a vida nova de Jesus que se plenifica em nossa Transcendência.

Como seres de enraizamento, mergulhamos na totalidade do Transcendente, ainda que enraizados aqui, em nossa imanência. Porque é provisória, traz consigo angústias na busca de respostas urgentes para elucidar o desconhecido e entender teorias e mitos sobre a morte. O próprio Jesus se angustiou diante da proximidade de morte: “Minha alma está agora conturbada. Que direi? Pai, salva-me desta hora?” (Jo 12,27). A festa da ressurreição celebra o triunfo da vida contra todas as forças que se opõe a ela, projeta uma luz esclarecedora sobre essas realidades fundamentais.

A certeza de que a vida não termina com a morte, são os referenciais necessários para permitir uma caminhada segura pelas estradas desse mundo e fundamentar que não luta em vão aquele que foi criado para o Transcendente. O túmulo aberto e vazio indicando que o corpo de Jesus não mais se encontrava ali é o sinal da vitória: Ele está vivo, presente no meio de nós! Um sinal não é simplesmente um evento milagroso, mas algo que aponta para uma realidade de significado mais amplo. É como os sinais de trânsito, que servem para orientar, de sorte que ninguém erre o caminho ou sofra um acidente. Assim torna-se possível descobrir atrás dos fatos presentes em nossa imanência, a presença de um Deus vivo, que não quer a morte do ser humano, mas a vida em plenitude, cujo projeto de salvação se estende sobre a história humana até sua plena realização no Transcendente e que só podem ser percebidos por quem faz a experiência de fé e amor.

Essa dimensão de abertura ao Transcendente rompe barreiras que vão além de todos os limites do ser humano, pois só ele é capaz de projetar-se para fora, por que tem dentro de si o Infinito, que proporciona um senso de otimismo, que o faz viver, mesmo constatando à sua volta que a morte é a grande senhora de tudo o que é criado, pois tudo é mortal.

Quando escolhemos a vida, renovamos a Esperança. É no Senhor que repousa nossa confiança e toda a nossa esperança, pois “onde não há esperança não tem lugar para Deus” (Bento XVI). Fora disso, cultivamos uma cultura de morte, continuando na sepultura, presos pela pedra que fecha a entrada do sepulcro.

A Páscoa é a ocasião privilegiada para a renovação do compromisso com a vida, da esperança que supera os medos presentes em nossa imanência e converge para o Transcendente que Jesus com sua ressurreição nos mostra já agora, o que herdaremos depois. Então, nesta Páscoa ecoe forte entre nós e dentro de nós: a vida venceu a morte.

Padre Vilmar Moretti, Paróquia Nossa Senhora da Salete, Diocese de Criciúma

Fonte: www.diocesecriciuma.com.br

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Reflexão: Quinta Feira Santa

Cristo inaugurou um novo sacerdócio

Nesta Quinta-feira Santa à tarde, quando se inicia o Tríduo Pascal, a Igreja celebra a instituição do maior dos sacramentos, a Eucaristia. É o sacramento do amor – sacramentum caritatis. A oferta de Jesus na cruz foi sacramentalmente antecipada na última Ceia pelas palavras do Divino Mestre sobre o pão e sobre o vinho, respectivamente: "Isto é o meu corpo entregue. Este é o cálice do meu sangue, o sangue da Nova e Eterna Aliança, derramado..."

Jesus, com efeito, ordenou aos apóstolos que, repetindo o seu gesto, celebrassem sacramentalmente o Seu sacrifício ao longo da história da Igreja. A Igreja, na verdade, recebeu a ordem de celebrar a Eucaristia como um verdadeiro dom, um presente inestimável de Deus. Pela Eucaristia, a Igreja é associada ao sacrifício redentor de Cristo em favor da salvação do mundo. Pela Eucaristia, a presença de Jesus à Igreja se realiza de um modo intenso e extraordinário. Pela Eucaristia, o Povo de Deus a caminho é alimentado e fortalecido com o Pão do Céu. Vemos, assim, a importância da nossa participação anual nessa celebração e a alegria de celebrá-la solenemente aos domingos e dias de semana. Esse grande dom que o Senhor nos concede, alimentando-nos com Seu Corpo e Seu Sangue, também nos fala pelas Escrituras e nos une em comunidade de fé como irmãos e irmãs – e nos envia ao mundo com a missão de anunciar a todos a Boa Notícia.

Ao ordenar aos apóstolos a celebração da Eucaristia, Jesus instituiu o sacerdócio ministerial. Na Igreja, em virtude do Batismo, todos são inseridos no único sacerdócio de Cristo. Entretanto, como o plano de Deus obedece à economia sacramental, existem na Igreja aqueles que fazem as vezes de Cristo Sacerdote, Cabeça da Igreja. Estes são os sacerdotes ordenados. Ora, o sacerdócio ordenado existe para o bem do Povo de Deus. Pela pregação da Palavra, pelo governo da Igreja, pela celebração dos sacramentos – especialmente a Eucaristia –, o ministro ordenado, representando Cristo Cabeça, serve aos fiéis batizados a fim de que todos sejam associados ao único Sacerdote da Nova e Eterna Aliança.

Com efeito, Cristo inaugurou um novo sacerdócio, o sacerdócio da Nova Aliança. Os sacerdotes do Antigo Testamento ofereciam a Deus sacrifícios externos, como o novilho ou o cordeiro. Jesus, no entanto, ofereceu ao Pai a sua própria vida. De outra coisa não quis saber senão de obedecer em tudo ao seu Pai. O sacrifício que Jesus Sacerdote ofereceu a Deus é um sacrifício existencial, mas o sacrifício da vida conformada à vontade divina. A morte na cruz é o grande sinal de que Jesus não se acovardou, mas levou até o fim a missão que o Pai lhe confiara. Jesus é o novo Adão. O velho Adão desobedeceu a Deus, mas o novo foi-Lhe fiel até o derramamento do próprio sangue.

Para que a humanidade se renovasse e pudesse obedecer a Deus à semelhança do Homem Novo, Jesus Cristo, Ele dispôs que todos os homens se associassem a seu Filho pela graça.

A graça é uma ajuda, um favor de Deus concedido em benefício da nossa fraqueza. A graça de Deus nos tira do pecado, renova-nos, santifica-nos e nos dispõe para receber um dia a glória celeste em todo o seu esplendor. Ora, de acordo com a economia sacramental do Plano de Deus, a graça de que necessitamos vem até nós de modo especial pelos sacramentos, especialmente a Eucaristia. A Eucaristia comunica-nos a vida mesma de Cristo, a fim de que façamos o que Cristo fez: entregar a vida a Deus como um sacrifício de louvor. Na verdade, servir a Deus significa realizar nossa suprema vocação. E servir a Deus é reinar.

O sacerdócio ordenado, na verdade, resulta de uma especial participação do sacerdócio de Cristo e, como tal, existe para o bem espiritual do Povo de Deus. Os ministros ordenados, sobretudo pela celebração da Eucaristia, perpetuam sacramentalmente o sacerdócio de Cristo e, assim, levam aos fiéis os dons da Redenção, associando a Igreja ao sacrifício de seu Esposo. A finalidade suprema é a união com Cristo e a tradução dessa união em gestos concretos de amor ao próximo. Deixar que a vida de Cristo seja a nossa vida é a grande meta de todos nós. Como Cristo ofereceu-se ao Pai, a Igreja também deve fazê-lo. E a força que ela recebe para isso vem do próprio Cristo, que, por seus ministros ordenados, atua eficazmente em favor de seu Corpo Místico.

Recorda-nos o rito de ordenação de presbíteros: “Este irmão, após prudente exame, será constituído sacerdote na Ordem dos Presbíteros para servir ao Cristo Mestre, Sacerdote e Pastor, que, por seu ministério, edifica e faz crescer o seu Corpo, que é a Igreja, como povo de Deus e Templo do Espírito Santo.” E ainda: “Desempenha, portanto, com verdadeira caridade e contínua alegria, a missão do Cristo sacerdote, procurando não o que é teu, mas o que é de Cristo”.

Que a Quinta-feira Santa, dia da Eucaristia e da instituição do sacerdócio ordenado, seja para o Povo de Deus, principalmente para os sacerdotes, o grande dia de contemplar o amor de Deus. O Senhor deixou à Igreja o sacramento da caridade, e o sacerdócio ordenado, que, nas palavras de São João Maria Vianney, é “o amor do coração de Jesus”. Que o Ano Sacerdotal, que ora celebramos, reavive em nós a consciência da importância da Eucaristia e dos ministros ordenados para a vida da Igreja. E os ministros ordenados agradeçam ao Senhor, sabendo que tudo é dom de Deus para o bem da Igreja, e sejam fiéis ao dom recebido, mostrando pela vida e pelas palavras que a fidelidade de Cristo é que garante a fidelidade do sacerdote. “Seja, portanto, a tua pregação, alimento para o povo de Deus e a tua vida, estímulo para os féis, de modo a edificares a casa de Deus, isto é, a Igreja, pela palavra e pelo exemplo”.

Ao agradecer a Deus pelo Seu Filho presente entre nós, de modo especialíssimo pela Eucaristia, pois acreditamos nas Palavras que Ele nos deixou nas Escrituras, rezemos também pelos que são chamados a servir ao Povo de Deus no ministério sacerdotal, entregando suas vidas para a glória de Deus e a santificação das pessoas.


Nós recordamos com carinho que na Sexta-feira Santa deste ano, dia 2 de abril, voltava para a casa do Pai o nosso querido Papa João Paulo II, o grande Servo de Deus, fiel até o fim, dando a sua vida até o último suspiro na fidelidade ao Evangelho, e que governou a Igreja de 1978 a 2005.

As celebrações da Paixão e Morte do Senhor na Sexta Feira Santa e grande Vigília Pascal, quando renovamos as promessas batismais, completarão esse importante tríduo sacro, centro de nosso ano litúrgico. Somos todos convidados a “fazer Páscoa”, participando com nossas comunidades desses momentos marcantes de nossa vida católica.

Ao iniciarmos com esta celebração da Ceia do Senhor as celebrações pascais deste ano, permitam-me agradecer a todos pela comunhão e unidade e desejar que a Páscoa que ora vivemos possa iluminar todos os momentos de nossas vidas e ser o centro de toda a nossa história. Ter a certeza de que, com Cristo, passamos da morte para a vida, e na madrugada do primeiro dia da semana, iremos, também nós, anunciar ao mundo a grande notícia: o Senhor está vivo, Ele está conosco, Ele Ressuscitou! Aleluia!

Feliz Páscoa a todos!

D. Orani João Tempesta
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=11809